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domingo, 10 de maio de 2026

A Última Fronteira: A Transição da Consciência do Coração para a Consciência da Alma


 

A Última Fronteira: A Transição da Consciência do Coração para a Consciência da Alma

Por Owen Waters

Tradução a 10 de maio de 2026



Star Trek estreou na televisão americana em 1966, no auge da Corrida Espacial. O mundo ficou fascinado pelas novas possibilidades para a humanidade que esta série imaginativa promovia. A sua mensagem inspiradora era anunciada no início de cada episódio.

“Espaço: a fronteira final. Estas são as viagens da nave Enterprise. A sua missão de cinco anos: explorar novos mundos estranhos, procurar novas formas de vida e novas civilizações, ir audaciosamente onde nenhum homem jamais foi.”

Hoje, está a ocorrer uma mudança cósmica, uma elevação na frequência de toda a consciência que está a afetar tudo no nosso universo conhecido. Em termos das nossas vidas, a Transição para uma consciência superior está a desenrolar-se de forma controlada, quase serena, enquanto que, na escala maior do tempo cósmico, é uma transformação que está a acontecer num ápice.

Um portal cósmico abriu-se no final de 2012, mudando tudo. Foi a abertura a uma nova realidade de possibilidades ainda maiores. Se antes o desenvolvimento da consciência centrada no coração representava o culminar do desenvolvimento espiritual, de repente, abriu-se um novo horizonte diante da nossa visão interior.

Era a visão de uma nova fronteira. Uma visão da consciência da alma, da perceção relacionada com o chakra da garganta e, portanto, algo que transcendia até um chakra cardíaco bem desenvolvido.

À medida que esta nova fronteira surgia, a princípio, parecia quase estranha. Desaparecia o calor emocional tão familiar aos que desenvolveram a consciência do coração. Em seu lugar, surgia um reino de pensamento mental superior, um reino que, a princípio, parecia um vazio quase plácido.

O reino da alma que ressoa com o chakra da garganta é um reino de profundo conhecimento, de paz delicada e omnipresente, e de poderosa criatividade.

A chegada dos primeiros pioneiros ao reino da alma foi um pouco como a de exploradores que desembarcavam num novo continente sem mapa e sem qualquer ideia das descobertas que os aguardavam para lá do local de desembarque inicial.

Surgiram questões, a princípio sem respostas fáceis. O que é o pensamento mental superior e como difere do pensamento intelectual comum?

O que é a criatividade poderosa e como difere da ideia de que os seus pensamentos criam a sua realidade?

Como é possível que, a um nível da alma, pareça ser capaz de encontrar a resposta para praticamente qualquer coisa, mesmo sem saber nada sobre o assunto?

Porque é que o reino da alma contém um claro sentido de ligação com toda a vida e com o universo? O que significa, afinal, ser capaz de estar tão bem conectado? Como deve operar num ambiente tão diferente daquele em que crescemos?

Todas estas são questões que surgiram durante as investigações iniciais sobre a nova fronteira do desenvolvimento humano, o reino da alma ou da consciência supraconsciente. Pode-se mesmo chamar-lhe a fronteira final, porque o objetivo da reencarnação – o ciclo da vida física, da vida astral e, em seguida, da vida da alma para planear mais uma aventura no reino físico – é adquirir experiência suficiente para deixar de precisar do ciclo da reencarnação.

Dominar o reino da consciência da alma enquanto se está fisicamente encarnado marca o fim do exercício, o fim de um mundo de separação e drama, e um regresso à nossa verdadeira natureza.

Owen Waters

domingo, 1 de março de 2026

Decifrando o Tao


 

Decifrando o Tao

Por Owen Waters

Tradução a 1 de março de 2026



Há muito tempo, na primeira vez que li o antigo Tao Te Ching, deparei-me com tantas contradições aparentes que fiquei quase vesgo de tanta confusão!

Não fui o único a sentir isso. Para a maioria das mentes ocidentais, a natureza do Tao é um grande mistério que faz pouco ou nenhum sentido óbvio. Deparei-me com afirmações que sugeriam que o Tao se manifestava em tudo no mundo e, no entanto, o Tao não era nada nem lugar nenhum. Bem, afinal, pensei eu, em todo o lado ou em lado nenhum?

O problema reside nas limitações impostas aos tradutores ocidentais, pois fazem parte de uma tradição cultural que raramente ensina que existe um estado original de perfeição imutável que se encontra mesmo antes do Criador.

Diz-se que, no século VI a.C., o sábio Lao Tsé escreveu o Tao Te Ching, que se tornou fundamental para o taoísmo filosófico. A palavra Tao é geralmente interpretada como "O Caminho", embora também possa significar "O Princípio" ou "A Doutrina". No entanto, nenhuma destas interpretações aborda a sua verdadeira natureza.

Lao Tsé relutava até em nomear o Tao, pois dar-lhe um nome enfraquecia o seu conceito básico de imutabilidade silenciosa; por isso, preferia referir-se a ele como "o sem nome".

Existem mais de 100 traduções do Tao Te Ching para inglês. Uma interpretação apropriada do significado do título é: "O livro do caminho do poder divino interior".

Os tradutores para inglês vêem-se forçados a ir além da tradução literal e a recorrer à interpretação, porque os caracteres escritos no chinês original têm frequentemente múltiplos significados e precisam de ser distinguidos em contexto uns com os outros. Por causa disto, a intenção original da mensagem pode não ser imediatamente aparente.

Por exemplo, deparam-se com traduções literais de frases como esta:

"Nome nomeado não é nome eterno/imutável".

É necessário primeiro compreender o conceito para que o significado se torne claro. Esta passagem aponta para o conceito de que o Tao é "o sem nome" que abrange o universo, enquanto o próprio universo está repleto daquilo a que Lao Tsé se refere frequentemente como "as dez mil coisas" ou as manifestações do Tao. Damos nomes aos objetos do mundo material e aquilo que está para além de todas as coisas é referido como "o sem nome".

O Tao, por definição, existia antes do Céu e da Terra. Diz-se que é imóvel, sem forma, independente e imutável. É maior do que a maior coisa e está contido no mais pequeno objeto.

O que realmente confunde os tradutores ocidentais é a ideia de que o Tao é simultaneamente perfeitamente imóvel e em constante movimento. Ideias como esta são suficientemente confusas para paralisar uma mente lógica, provocar um curto-circuito em alguns neurónios e fazer com que o fumo comece lentamente a sair das orelhas de uma pessoa!

Na cultura ocidental, geralmente não apreciamos a natureza original de Deus como o Ser imutável. Na nossa cultura orientada para a ação, pensamos no Criador como o Deus Único. Normalmente, a menos que tenha estudado filosofias orientais ou alguns ramos da metafísica, nunca teve consciência do estado de ser que está por detrás até do Criador Único. O Tao é a consciência imutável e perfeita que está por detrás de todas as coisas. O Tao é o ser puro e tranquilo, e formou o Criador como o aspecto de si mesmo que agiria e experimentaria a mudança.

O Taoísmo não é o único a estudar o ser original e imutável por detrás de todas as coisas. O mesmo conceito aparece no Hinduísmo como o Brahman, ou Divindade, imóvel e silencioso, por detrás da Trindade criativa de Brahma, Vishnu e Shiva.

O capítulo 42 do Tao Te Ching apresenta a versão taoista:

O Tao produziu o Um.

O Um produziu o Dois.

O Dois produziu o Três.

O Três produziu todas as coisas.

Isto significa que o ser imutável produziu o Criador Único. Este aspecto percebeu então que era necessário (usando a terminologia do Génesis) dividir as "águas" da sua consciência em dois aspectos. Estes aspectos diferentes e complementares eram os princípios do pensamento e do sentimento. Um terceiro aspecto era ainda necessário: o princípio do movimento, que permitia que o comando "Faça-se a luz!" criasse o modelo original do universo. Os três aspetos da natureza trina do Criador trabalharam, então, em harmonia para criar o universo e toda a matéria nele contida.

Os estudantes de metafísica moderna estão familiarizados com o conceito de um Ser que está por detrás de todas as coisas. Tem sido chamado de Absoluto, Essência, Presença "Eu Sou" e "Tudo o Que É que está por detrás de todas as coisas". A minha escolha de palavras é Ser Infinito. Todos estes termos se referem à mesma essência perfeita e imutável que está por detrás de tudo.

O universo existe dentro do campo da consciência silenciosa do Ser Infinito, logo, a sua essência está presente em tudo no mundo. Esta Essência silenciosa é o estado fundamental de consciência por detrás de toda a vida. Devido à sua natureza silenciosa e imóvel, poderia ser referida como "nada e lugar nenhum", pelo menos para a nossa percepção física.

O Criador e a sua criação existem dentro do Ser Infinito. Portanto, o Ser Infinito está dentro de todas as coisas. O imutável está dentro de tudo no mundo mutável. Contudo, os nossos sentidos físicos nunca detectarão essa unidade subjacente e imutável. É apenas através do desenvolvimento de uma ligação interior que descobriremos aquilo que está por detrás de todas as coisas.

O Tao manifesta-se como tudo e, no entanto, o Tao, no mundo dos sentidos materiais, aparenta ser nada e lugar nenhum. Assim, a mensagem do Tao Te Ching é desenvolver uma ligação interior com aquilo que é real e, então, o mundo manifesto – este mundo que é irreal em comparação – começa a fazer sentido.

*Owen Waters é o autor de "Espiritualidade Simplificada" em inglês.

Owen Waters

Traduzido por http://violetflame.biz.ly com agradecimentos a: 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A natureza da sua alma



A natureza da sua alma

Por Owen Waters

Tradução a 1 de fevereiro de 2026



A sua alma é o seu ser interior imortal. Existia antes do início dos tempos e existirá sempre, mesmo quando regressar ao seu lar espiritual supremo como um aspeto consciente do Ser Infinito – a Fonte Divina de toda a vida.

Dos nove níveis ou camadas de densidade da existência, nós, neste reino físico, estamos na 3ª densidade. A alma está na 5ª densidade, e o Ser Infinito está para além da 9ª. A sua alma é a sua presença espiritual individualizada, operando na 5ª densidade e mantendo a comunicação com as almas de todos com quem interage no dia-a-dia.

O mundo da alma, na 5ª densidade, é não físico; o nosso mundo físico denso está na 3ª densidade, enquanto a 4ª densidade – a vida após a morte ou mundo espiritual – é quase física. O termo quase físico significa que o mundo espiritual é sólido para os seus habitantes, embora sejam etéricos ou semelhantes a fantasmas quando comparados com as nossas estruturas físicas densas. Os espíritos podem, e de facto encontram-se, nos reinos espirituais porque são sólidos em relação uns aos outros.

A vida no mundo espiritual é muito semelhante à vida no nosso denso mundo físico, exceto pelas certas liberdades que advêm de um corpo menos denso. A capacidade de levitar é uma dessas liberdades e, melhor ainda, os espíritos podem projetar-se quase instantaneamente para outro local e aparecer lá de repente. Basta foco mental e – por magia – aparecem no local desejado.

Não se vêem pessoas a usar óculos no mundo espiritual porque a sua visão funciona como uma percepção directa, e não através dos olhos como nós. Podem focar telescopicamente objetos distantes para os fazer parecer próximos, e podem focar microscopicamente um objeto próximo, até mesmo a sua estrutura atómica. A sua audição também pode ser focada para captar sons a grandes distâncias.

Quando nós, no mundo físico, formos capazes de replicar os princípios por detrás da "projeção astral", teremos também transporte instantâneo para outros lugares. Então, será o adeus aos carros, camiões, comboios, aviões e foguetões.

A 5ª densidade marca o início da existência não física, logo, a sua alma é uma esfera de consciência não física. Ela tem a liberdade de se deslocar no tempo e no espaço, mas passa a maior parte do tempo a atender às necessidades do seu eu físico e encarnado.

Na 5ª densidade, quando uma alma encontra outra, reconhecem-se não pela aparência física, mas pela sua vibração singular. Cada alma emite um tom característico único, uma forma de energia mental percebida como um som subtil.

A sua alma é a registadora e catalogadora de todas as suas experiências, à medida que contribui para a vasta gama da experiência humana na Terra. Uma parte significativa da consciência da sua alma reside aqui mesmo, na 3ª densidade, consigo, atendendo a todas as suas necessidades espirituais. Tal como o seu eu interior, a sua alma conhece-o melhor do que qualquer outra pessoa no mundo e está disponível para consulta 24 horas por dia, 7 dias por semana. O fator limitante é o quanto a sua mente física permite e aceita pensamentos intuitivos com origem na alma.

Para viver uma vida inspirada pela sabedoria intuitiva e interior, basta tomar a decisão de o fazer. Abra a sua consciência aos sussurros da sua natureza intuitiva. Pratique seguir os seus palpites mais profundos. Anote-os para que possa consultá-los mais tarde e verificar o quão precisos se tornaram.

Não se desanime se os seus palpites lhe parecerem imprecisos nas primeiras tentativas. Acontece com a maioria das pessoas. Continue a praticar e, em breve, os seus palpites tornar-se-ão um recurso tão valioso que se perguntará como viveu sem eles.


Owen Waters

Traduzido por http://violetflame.biz.ly com agradecimentos a: 

domingo, 11 de janeiro de 2026

A Trama do Tempo



A Trama do Tempo

Por Owen Waters

Tradução a 11 de janeiro de 2026



Vivemos no Eterno Aqui e Agora, contudo, experimentamos um movimento aparente através do espaço e do tempo. Tecnicamente, vivemos numa ilusão cósmica, tradicionalmente conhecida como a Grande Ilusão Maia.

É preciso questionar: como é que o Criador conseguiu exatamente criar uma realidade onde os pontos de consciência se podem observar de diferentes perspetivas?

Existe um tecido espacial – o Campo Universal ou, simplificando, simplesmente Campo com "C" maiúsculo. O Campo é criado a partir do aspecto yin da consciência do Criador. É uma energia subtil, fluida e magnética. Intensifica-se onde existe matéria física e, no caso de corpos grandes como os planetas, ganha concentração suficiente para se manifestar como um campo gravitacional.

Energias yang de vários tipos e frequências povoam o Campo yin: as partículas de energia elétrica formam a estrutura dos átomos físicos. As ondas de energia etérica são uma energia yang superior, mais subtil e pré-física, que sustenta a vida espiritual física e astral. As emoções e os pensamentos são alimentados por energias emocionais e mentais de várias frequências, e estas preenchem o cinturão mental planetário partilhado por todos.

A aura humana é um campo yin que serve de receptáculo às energias yang que, para um clarividente, revelam as cores dos pensamentos e sentimentos de uma pessoa.

O campo yin alberga as energias yang que todos utilizam, mas, no que diz respeito à Criação, há sempre um terceiro aspecto na tríade criativa, relacionado com o movimento ou a manifestação.

Aplicando-se à ilusão espácio-temporal da vida no mundo físico, o Tempo é este terceiro aspecto da Criação.

A estrutura do Tempo é a consciência do Criador, com uma frequência específica para o nosso nível de densidade de existência.

Diferentes pontos ao longo de uma linha temporal diferem apenas na sua assinatura de frequência. Se permanecer imóvel num ponto do espaço, experimentará a passagem do tempo porque o seu cérebro foi concebido para se sintonizar com o relógio universal que, pouco a pouco, ajusta a assinatura temporal da linha do tempo. O universo, na verdade, pisca, com uma assinatura vibracional ligeiramente diferente a cada piscar.

A melhor analogia para este mecanismo é a de um filme. Os filmes pré-eletrónicos consistiam numa sequência de fotografias projetadas num ecrã a, tipicamente, 24 fotogramas por segundo. Embora cada fotograma contivesse apenas uma imagem estática, a ilusão de movimento era obtida pela projeção dos fotogramas subsequentes a uma velocidade suficiente para que o cérebro humano percecionasse as alterações como ação fluida.

O universo pisca milhares de milhões de vezes por segundo. Cada quadro representa um ponto de vista diferente do Grande Aqui e Agora. É recriado em cada um destes fotogramas de ação estática que aparecem rapidamente como uma sequência de sinais de energia. O cérebro físico está sincronizado com o ritmo deste mecanismo universal de projeção de filmes. Tudo o que vemos é mudança contínua, mesmo que essa mudança consista em muitos quadros estáticos de ação.

Dentro do Grande Aqui e Agora, uma linha do tempo é uma sequência de sinais relacionados da consciência do Criador que produz a aparência da passagem do tempo.

Recordo-me de um orador sobre consciência numa das primeiras Whole Life Expos em Los Angeles ter relatado que, ao regressar de uma experiência profunda com LSD, teve dificuldade em alinhar com o fluxo temporal em que o seu corpo físico estava inserido. Teve de ajustar a frequência da linha do tempo para se realinhar com ela. Foi reconfortante saber que o seu corpo físico lhe fornecia um sinal de referência para o ajudar a regressar ao ponto de partida.

Enquanto estamos em corpos físicos com os nossos cérebros físicos, a passagem do tempo parece ainda mais real do que uma apresentação num cinema.

Com a estrutura da Criação para o Tempo estabelecida, tornou-se possível que as decisões humanas fossem tomadas e que as mudanças subsequentes se desenrolassem a uma velocidade que permite a aprendizagem e a reflexão. E isto foi conseguido mesmo que, na verdade, todas as mudanças sejam apenas uma coleção de diferentes pontos de vista dentro do Grande Aqui e Agora.

P.S. Conhecer os segredos da Criação intelectualmente é um grande passo em direção ao crescimento espiritual, mas se estiver pronto para adquirir a capacidade de sentir a sua realidade em primeira mão, poderá acelerar ainda mais o seu progresso com a ajuda da nossa preparação homeopática para o aperfeiçoamento da intuição, Poderes Superiores.

Owen Waters

Traduzido por http://violetflame.biz.ly de: 

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